Pare de colecionar ideias, de uma vez por todas!

 

Tem gente que adora colecionar ideias e projetos, esperando as condições perfeitas e que o universo dê um sinal para que possam ser, finalmente, expostos ao mundo.

Ideias fantásticas, outras nem tanto, mas que, se fossem compartilhadas e somadas a outras contribuições, talvez pudessem ser viabilizadas e, mais do que isso, poderiam ajudar muita gente.

 

“Vivemos esperando o dia em que seremos melhores…
melhores no amor,
melhores na dor,
melhores em tudo…”

 

Mas por que, afinal, guardamos tantas possibilidades para nós mesmos?

 

Porque expor as nossas ideias dói. Não é fácil dar a nossa cara à tapa, como dizem. E se nos criticarem? Se não concordarem conosco? Se acharem algum erro? E se… e se… e se…

 

Por isso, a vontade é publicar nas redes sociais, mas definindo o público para SOMENTE EU, de fechar a possibilidade para comentários no LinkedIn e no blog, deixando as críticas só para nós mesmos, afinal, ninguém melhor do que nós para essa tarefa: criticar.

 

Seguindo essa onda de autocrítica, adiamos os nossos planos, adiamos o nosso Marketing e adiamos os nossos resultados para quando estivermos prontos (repeti o “adiamos” de propósito). E sabe quando estaremos prontos? Nunca! Simplesmente, porque vivemos em constante transformação e aprendizado. Ainda bem!

 

Imagino o que você deve estar argumentando agora: “preciso me qualificar mais para falar sobre alguma coisa”, ou “tem gente bem melhor do que eu nessa área”, ou ainda “preciso me planejar bem antes de começar.”

 

Concordo que é necessário um bom planejamento antes de iniciar um negócio, expor suas ideias ou o seu conteúdo, mas ele não deve se estender tempo demais a ponto de travar as suas ações. O planejamento pode ser um esconderijo bem confortável. Saia daí enquanto é tempo!

 

Hoje em dia, vemos muitos profissionais obterem reconhecimento e alcance expondo-se através de textos e vídeos. Essas pessoas ensinam e ajudam através do compartilhamento dos seus conhecimentos e ideias. Simples assim?

 

Deveria ser, mas muita gente empaca só de pensar em falar em um vídeo ou em escrever sobre o que sabe e o que pensa. É normal. Mas você, assim como esses cases de sucesso, também pode fazer isso. Só precisa ter coragem e dar o primeiro passo.

 

Não se sinta culpado por ensinar aos outros se você ainda não sabe tudo, porque o que você sabe hoje já pode ajudar muita gente. E mesmo que ajude apenas uma pessoa, você já realizou um grande feito! Concorda?

 

Se você quer abrir um negócio, um dos motivos para empacar pode ser a escolha do nome. Uma das coisas que mais gosto de fazer é criar nomes (para empresas, produtos e campanhas) e sei que o processo não é tão simples quanto parece.

 

Por isso, na falta do nome perfeito, use o seu. Isso mesmo, o seu próprio nome. Registre o domínio do site com o seu nome e comece a divulgar o seu negócio. Não tem desculpa! Ou melhor, têm várias! Mas não caia nessa armadilha.

 

Eu, particularmente, tenho uma história real e engraçada para contar sobre isso. Já fui especialista em colecionar ideias e projetos e em me esconder atrás do planejamento.

Certa vez, tive o insight de criar um curso ou palestra sobre ações de marketing diferenciadas, com o objetivo de gerar experiências fantásticas aos clientes dos meus clientes. Detalhe: eu ainda não tinha clientes. Dei o nome de Marketing Uau! Com ponto de exclamação e tudo!

 

Aí, julguei que o projeto era fantasioso demais para alguém especialista em Marketing, mas sem vivência em palestras e cursos. Ah, e sem clientes, claro. Engavetei bem direitinho, orgulhosa do meu projeto, mas era só meu e estava mais seguro comigo.

 

Então, um belo dia, me deparei com uma reportagem do site Mundo do Marketing com o título: Kotler pergunta: você está pronto para o UAU? A matéria falava do último conceito proposto por ninguém mais, ninguém menos do que o guru do Marketing mundial, Philip Kotler, no seu livro Marketing 4.0.

 

O que eu senti na hora?

 

Um misto de orgulho, por ter pensado em algo semelhante ao que o Kotler criou, e frustração, por ter guardado um conceito que poderia fazer sucesso um dia. Claro que no meu caso, levaria mais tempo por eu não ter um nome tão conhecido quanto o dele (óbvio), mas a ideia poderia ter sido trabalhada de uma forma inovadora.

 

O que eu aprendi?

 

A não guardar ideias. E é só por isso que você está lendo esse texto.

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